As Coisas da Terra – Resenha de Tiago Cavaco – Parte 1

Joe Rigney escreveu “As Coisas da terra” para aqueles que querem glorificar Deus em tudo que fazem, mas lutam com o que uma vida centrada em Deus significa na prática. É um livro para pessoas que sentem o dilema entre amar os dons de Deus demais e não saber se amam Deus suficientemente. Por causa disso, sentem uma tensão entre ganância e culpa (será que só quero os dons de Deus e não o Deus dos dons?).

1.

O primeiro capítulo chama-se “A glória do Deus trino” e firma-se na realidade trinitária, exposta historicamente por homens como Agostinho ou Jonathan Edwards num Deus em existência direta (Deus Pai), um reflexo de Deus ou uma contemplação dele próprio (em Deus Filho) e o amor e a delícia de Deus por ele próprio (no Espírito Santo). “Desde toda a eternidade Deus contemplou o seu Filho amado com perfeita clareza, e surgiu entre Pai e Filho um amor tão puro e profundo, tão inimitável e ilimitado, tão sem fronteiras e infinito que o amor sobressai como uma pessoa completa na Divindade, o Espírito Santo. (…) O Pai sabe, ama e delicia-se no Filho pelo Espírito (…) Um dos objetivos centrais deste livro é aprofundar e preencher o nosso entendimento da glória de Deus através de insistir na Trindade, na Bíblia e na criação. (…) O Pai, o Filho e o Espírito Santo  conhecendo-se, amando-se e alegrando-se mutuamente desde toda a eternidade é a glória de Deus (pág. 38, 39, 40 e 41)”. Não é possível entender um Deus triuno sem um entendimento triuno.

A nossa existência assenta no convite que Deus nos faz a participar desta comunhão dentro da Divindade, ainda que nunca possamos experimentá-la como as três Pessoas Divinas experimentam – o fato de sermos criaturas não é, no entanto, negativo. Por sermos criaturas não estamos impedidos de nos relacionar com o Deus Triuno.

 

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